terça-feira, 15 de maio de 2012

Farmácia da Unipac recebe ex-chefe de inteligência da Anvisa

Discussões acerca da prática profissional fazem parte das premissas do ensino oferecido pela Unipac Vale do Aço. Nesta perspectiva, o curso de Farmácia recebeu na noite de sexta-feira (11), às 19h, no Bethânia, o delegado de Polícia Federal e ex-chefe de Inteligência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Adilson Batista Bezerra. Na oportunidade, o delegado proferiu uma palestra sobre ações de combate à falsificação de produtos submetidos à Vigilância Sanitária.

O evento abriu o III Ciclo de Atualização Farmacêutica do Vale Aço, promovido pela Associação dos Farmacêuticos do Vale do Aço (AFVA), em parceria com Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF-MG), Conselho Federal de Farmácia (CFF), Federação Interestadual de Farmacêuticos (FEIFAR) e Associação de Farmacêuticos Magistrais (ANFARMAG). 

Como anfitrião, o coordenador do curso de Farmácia da Unipac Vale do Aço, Arilton Januário Bacelar Júnior, destacou a importância de discutir a pirataria de medicamentos. “O curso de Farmácia busca estar sempre em parceria com o CRF-MG com o objetivo de participar de ações e eventos que beneficiem os nossos alunos, futuros profissionais, além de egressos para atualização de conhecimento. No que diz respeito à falsificação de medicamentos, a palestra permitiu que os presentes esclarecessem dúvidas sobre padrões e leis a serem seguidos e ética profissional por um profissional de renome”, enfatizou. 

Esclarecimento
O enfoque sobre a importância de identificar produtos falsificados chamou a atenção do aluno do 5º período de Farmácia, Thiago Andrade de Bonfim. “Sei que um medicamento falsificado pode causar graves consequências, por isso, a vinda do delegado Adilson Bezerra facilitou o entendimento de alguns procedimentos e como funcionam as ações de combate à pirataria”, observou o aluno. 

Segundo o presidente da AFVA, Leandro Leal, um dos maiores objetivos da palestra foi justamente trazer mais informação aos futuros farmacêuticos. “Há grande demanda de atualização do conhecimento dos profissionais que estão no mercado. É de grande importância termos profissionais mais instruídos e, principalmente, eliminar os farmacêuticos que trabalham incorretamente. É necessário mostrar aos estudantes o tamanho da sua responsabilidade e como é importante trabalhar de forma ética, sabendo discernir o que é bom e o que é ruim”, revelou.  

Conforme o palestrante, o farmacêutico deve estar ciente da sua responsabilidade e saber executar o seu trabalho com eficiência. “A falsificação de medicamentos é um mal que precisa ser combatido. O profissional farmacêutico não é um perito em falsificação, mas ele deve conhecer muito bem a legislação sanitária vigente e cumpri-la rigorosamente. Desta forma, ele consegue proteger o consumidor do produto pirata”, explicou. 

Bezerra ainda pontuou que os produtos mais falsificados são para ereção masculina e anabolizantes, denominados como medicamentos de estilo de vida. O ex-chefe de inteligência da Anvisa também falou sobre os riscos de consumir medicamentos falsos. “Não sabemos se houve boas práticas de fabricação dos produtos, se houve preocupação com contaminação. Por isso, como saber se ele pode não lhe causar mal algum ou lhe causar a morte? Os medicamentos falsos são um risco efetivo”, alertou Bezerra.


Combate à pirataria
Adilson Bezerra também alertou aos profissionais e estudantes dos cursos de Farmácia, Enfermagem e Biomedicina da Unipac presentes quanto às principais formas de identificar os medicamentos falsos. “Primeiro, o farmacêutico deve aprovar a lista de compra apresentada pelo proprietário da farmácia. Em seguida, é preciso que o profissional qualifique o seu fornecedor, procure saber se ele realmente se dispõe a comercializar apenas produtos submetidos à Vigilância Sanitária e se os produtos foram expedidos pela Anvisa. Depois, exigir a nota fiscal de compra e verificar se constam no documento o lote e o prazo de validade dos produtos adquiridos. Posteriormente, é preciso conferir tais informações com as que constam no produto. Estes são os primeiros passos a serem seguidos pelos farmacêuticos no combate á falsificação de medicamentos”, esclareceu o ex-chefe de inteligência da Anvisa. 

Já o consumidor pode se proteger da pirataria procurando por drogarias e farmácias que possuam um profissional farmacêutico atendendo no balcão. “Outra forma de precaução é que o consumidor adquira medicamentos apenas com receita médica e, ainda, exija a nota fiscal. De posse do produto, o consumidor pode raspar o selo de segurança da caixa do medicamento, popularmente conhecido como ‘raspadinha’, onde consta o nome da empresa produtora, o lote e a data de validade daquele produto. Além disso, todo medicamento possui número de contato do Serviço de Atendimento ao Cliente, por onde podem ser questionadas as informações do selo de segurança”, informou o ex-chefe de inteligência da Anvisa, Adilson Bezerra.  

A estudante Regiane Freitas, do 5º período do curso de Farmácia esteve atenta às explicações do ex-chefe de inteligência da Anvisa durante toda a palestra. “Tinha muitas dúvidas sobre a abordagem da Anvisa e da fiscalização da Vigilância Sanitária que foram sanadas hoje. Também entendi melhor o trabalho dos órgãos fiscais. Além disso, o delegado explicou tudo de forma muito dinâmica e interativa, o que facilitou nosso entendimento a respeito da compra de medicamentos e como devemos proceder quando nos tornarmos profissionais farmacêuticos”, comentou.   

Atualização Farmacêutica
O III Ciclo de Atualização Farmacêutica do Vale do Aço segue com programação até o fim deste ano. Para participar, entre em contato com a AFVA pelo (31) 3091-6062 ou acesse o site www.farmaceuticosafva.com.br